Aaooo pessoal o/! Tudo bom?
Esse será o terceiro texto de uma nova série de posts na coluna Por Dentro dos Números, o Raio-X, que trará em detalhes, como funciona o ataque ou a defesa, dependendo …
Entenda números, curiosidades, previsões e talvez até mesmo como se calcula o Quarterback Rating ;)
Aaooo pessoal o/! Tudo bom?
Esse será o terceiro texto de uma nova série de posts na coluna Por Dentro dos Números, o Raio-X, que trará em detalhes, como funciona o ataque ou a defesa, dependendo da especialidade do Head Coach.
O Head Coach dessa semana será Marc Trestman, que no ano passado era técnico de Futebol Canadense (!), conhecido por CFL, mas possuí uma vasta experiência na NFL sendo técnico de QBs de vários times, como Tampa Bay Buccanneers, Cleveland Browns, Minnesota Vikings, San Francisco 49ers, Detroit Lions e Oakland Raiders, além do seu primeiro trabalho na Universidade de Miami (Flórida), foi coordenador ofensivo da Universidade de North Carolina State.
Agora veremos alguns números de sua carreira como coordenador ofensivo na NFL:
Nessa primeira tabela, percebemos que ele teve altos e baixos na NFL, mas ele fez um bom trabalho, principalmente do San Francisco 49ers, que contava com Steve Young, como quarterback e o lendário Jerry Rice, como wide receiver.
Vemos também que Trestman não usou um ataque com chamadas equilibradas, preferindo os passes às corridas, mesmo assim, a maioria dos seus ataques foi eficiente.
Abaixo segue um vídeo do Oakland Raiders de 2002 que mostra como o ataque de Marc Trestman funcionava na NFL:
Como foi visto na primeira tabela, Marc Trestman costuma usar mais passes que corridas, e usava passes curtos, uma característica da West Coast Offense, que foi criada no San Francisco 49ers por Bill Walsh, nos anos 80.
Vimos também que ele utiliza vários Wide Receivers no campo, parecendo um Spread e não usava os tight ends, preferindo os running backs versáteis, outra característica da West Coast Offense.
Quanto ao jogo corrido, que não é a prioridade da filosofia, nunca foi dominante no quesito jardas, o que se deve à baixa proporção de corridas e também o equilíbrio das corridas entre todos os RBs do time.
Agora veremos a sua rápida passagem pelo College na NCSU:
O time de North Carolina State não foi muito bom nesse período, justificado pela campanha das duas temporadas e também pela média baixa de pontos marcados.
O ataque também não foi uma potência, se formos comparar aos das outras universidades e o jogo corrido foi mais utilizado nesse meio tempo, uma característica do College Football, e de uma maneira mais eficiente que o jogo aéreo.
Segue abaixo um vídeo de um jogo da NCSU contra Clemson, em 2006:
Como disse anteriormente, o passe não foi o forte do time de North Carolina State. Além disso, o quarterback que jogava pela universidade nunca foi bom, o que é evidenciado pela baixa porcentagem de passes completos e uma média relativamente alta de interceptações.
Houve uma mudança nos Wolfpack em relação à NFL. Mesmo mantendo a média baixa de jardas por passe, os TEs começaram a ser mais utilizados que os RBs, o que não acontecia na NFL.
Se formos comparar com os padrões do jogo corrido da NCAA, o de NCSU não pode ser considerado muito eficiente, mas teve uma média de jardas maior que na NFL e o equilíbrio dos RBs se dá às contusões dos jogadores dessa posição nas duas temporadas.
A seguir, mostrarei os números de Marc Trestman na CFL, no comando do Montreal Alouettes:
Antes de tudo, devemos saber quais são as principais diferenças do futebol canadense para o Futebol Americano:
1º O campo da CFL mede 150×65 jardas, enquanto o da NFL mede 120×53,33 jardas;
2º A End Zone da CFL possuí 20 jardas e as traves ficam na goal line, enquanto na NFL a end zone mede 10 jardas e a trave fica no fundo dela (mas antigamente, a trave da NFL também ficava na linha de gol);
3º Na CFL há 12 jogadores no campo por jogada, ao contrário da NFL que possuí 11;
4º O número de jogadores que ficam na linha de scrimmage é o mesmo que o da NFL, sete, mas o jogador a mais não fica nela, fica no backfield (área onde se posicionam os RBs, FBs, QBs, na formação) e não há a posição de tight end na CFL, e sim a de Slotback (que equivale a de TE, mas posiciona-se como um slot receiver nos esquemas da NFL).
Uma última, das várias outras, diferenças entre a CFL e a NFL, é a quantidade de downs. Na NFL são quatro, enquanto que na CFL são três.
Voltando aos números, o ataque do Alouettes sempre foi um dos melhores ataques durante a estadia de Marc Trestman, sendo um dos mais eficientes no quesito jardas e pontos por jogo.
A quantidade de passes utilizados é bem superior ao número de corridas, comparando os números anteriores e o número de jardas aéreas também é maior porque o futebol canadense possuí jogadas mais explosivas, os WRs podem se mexer antes da jogada, ou seja, todos os jogadores, exceto o QB e os da OL, podem se mexer antes do snap, ao contrário de apenas um da NFL.
Abaixo segue um vídeo dos melhores momentos de um jogo do Alouettes no ano passado (que servirá também para vocês verem a dinâmica do futebol canadense):
Como podemos ver, o jogo aéreo foi a base do ataque utilizado por Trestman em Montreal, ainda mais com a eficiência do QB Anthony Calvillo (que é curiosamente o QB com mais jardas passadas na história do Futebol Americano como um todo), a alta média de jardas por passe e a maior utilização dos tight ends slotbacks no jogo de Trestman.
Mesmo não sendo muito utilizado e não marcando muitos touchdowns, o jogo corrido foi eficiente na média de jardas por corrida, 5,6, mas não podemos dizer que houve equilíbrio na utilização dos RBs, como na NFL.
Como será o ataque do Chicago Bears?
Uma das minhas dúvidas é: o ataque do Chicago Bears terá uma dinâmica mais CFL ou a dos tempos de Marc Trestman na NFL, com passes curtos em Spread?
Na posição de Quarterback, Jay Cutler está garantido na posição de Quarterback. Ele também é um QB acostumado com passes um pouco mais longos, uma média de 7,2 jardas por passe na carreira (7,1 no Chicago Bears) poderá encaixar bem no jogo de Trestman, caso este use um ataque parecido com o do time canadense ou deverá se acostumar com a West Coast.
A posição de Running Back também está bem segura, com Matt Forte, como o número 1, e Michael Bush , como o 2º RB. Provavelmente, o time do Bears equilibrará a carregada dos dois corredores, mantendo a característica de Trestman na NFL, e Matt Forte também será muito utilizado recebendo.
Os Wide Receivers são a principal incógnita do ataque do Bears no momento. Brandon Marshall foi o Wide Receiver mais utilizado pelo time de Chicago na temporada passada, com 118 recepções, o segundo jogador que mais recebeu passes foi Matt Forte, com 44, e os outros WRs? O segundo melhor WR do Bears nesse quesito foi Earl Bennet, com apenas 29 recepções (!), ou seja, o Bears precisava reforçar essa posição. Considerando que teoricamente o jogador que ocupa a posição de 2º WR é Devin Hester, que nas últimas temporadas não vem jogando bem, a posição está aberta e no Draft o Bears buscou o WR Marquess Wilson, de Washington State, cujo ataque era parecido com Spread.
Outra curiosidade que eu tenho: como os TEs serão utilizados? Na Free Agency, o Chicago Bears cortou os seus dois principais jogadores na posição, Matt Spaeth e Kellen Davis, e trouxe Martellus Bennett, que estava no New York Giants e teve 55 recepções na temporada. Dependendo das improvisações de Trestman em relação a CFL, ele pode até jogar no slot, pois possuí uma velocidade considerável para um TE.
Em minha opinião, o Chicago Bears ofensivamente será uma incógnita, não só pela tática a ser usada por Marc Trestman, mas também como Jay Cutler funcionará nesse esquema, como ele se adaptará a uma possível WC e também os seus Wide Receivers, se eles aparecerão no novo esquema. Fora isso, o Bears poderá ficar tranquilo quanto a posição de RB, já que Matt Forte, além de não sofrer com muitas lesões, é um jogador que cabe direitinho em qualquer esquema que pode ser utilizado pelo novo Head Coach.
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